O visual "pop country" adotado pelos sertanejos românticos entre as décadas de 1980 e 1990 misturou a tradição da moda country americana (botas texanas, chapéus e fivelas) com o glamour urbano e o pop rock. Esse movimento marcou a transição definitiva da antiga música caipira para a estética do "cowboy do asfalto".
Essa revolução aconteceu em ondas cronológicas perfeitamente desenhadas, transformando não apenas os artistas, mas toda a estrutura dos espetáculos no Brasil.
Chitãozinho & Xororó foram os verdadeiros pioneiros dessa transformação. Eles iniciaram sozinhos o movimento que uniu a estética pop, o country americano e o sertanejo romântico.
Nos anos 80, a dupla começou a romper com o visual tradicional do sertanejo raiz (que usava camisas de botão simples e roupas ligadas ao homem do campo clássico). Ditaram tendências seguidas por todas as outras duplas da década de 1990.
O pioneirismo deles se consolidou através de marcas registradas inconfundíveis, o corte com a franja curta e os fios longos na nuca tornou-se o maior símbolo visual do sertanejo daquela era.
Introduziram jaquetas de couro com franjas longas, camisas com bordados brilhantes e ombreiras, trazendo o glamour dos palcos de Las Vegas para o Brasil.
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| Chitãozinho & Xororó 1989 |
Logo na sequência, Chrystian & Ralf esses trouxeram uma identidade muito mais pesada, influenciada pelo rock internacional e pelo country norte-americano.
A dupla apostava em uma postura rebelde nos palcos. Ralf marcou época ao quebrar os padrões tradicionais, apresentando-se frequentemente com camisas regatas cavadas por baixo de blazers estruturados, combinando perfeitamente o despojado com o moderno.
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| Chrystian e Ralf 1988 |
No final da década, Leandro & Leonardo trouxeram uma estética que conversava diretamente com o jovem urbano das capitais.
Suavizando os excessos de franjas, camisas, combinavam calças jeans com camisas de corte clássico e cintos de fivelas Country, criando um estilo "arrumado" e altamente comercial.
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| Leandro e Leonardo 1987 |
A Nova Roupagem nos Palcos: Cenários com Mobilidade de Popstars
A transformação do sertanejo romântico nos anos 80 e 90 não aconteceu apenas nas roupas dos artistas. O espaço onde eles se apresentavam passou por uma revolução tecnológica e estrutural, moldando uma nova experiência de entretenimento para as multidões que lotavam as arenas de rodeio e os ginásios pelo Brasil.
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| Palco final década 70 |
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| Palco 1989 |
A introdução dos primeiros microfones sem fio no Brasil foi o verdadeiro divisor de águas para as apresentações ao vivo:
A nova tecnologia libertou os artistas do cabo de áudio e do pedestal tradicional os cantores passaram andar pelas passarelas, interagindo com público, cenário e banda, alguns adotaram bailarinos(as).
No proximo capítulo, a introdução do Laser e telões a partir de 1988, nao percam.
Sobre o autor: Ronald Braga Mello Filho (Ronny Mello) . Conta com uma sólida trajetória no mercado do entretenimento, atuou como técnico operador de Laser Show pela LaserMedia Brasil (1987-1993), onde realizou espetáculos visuais para grandes lendas da música, incluindo Chitãozinho & Xororó, Leandro & Leonardo e Edson & Hudson, entre outros. Posteriormente, trabalhou na área comercial da Ralf Produções para a icônica dupla Chrystian & Ralf (1994-1999) e consolidou sua carreira como empresário entre 2000 e 2013. Hoje, dedica-se à escrita criativa e crônicas diárias. Todos os direitos reservados.







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